segunda-feira, 5 de agosto de 2019

CASCUDO NO MEC




Registro de vinte anos de convivência afetuosa, admiração crescente entre autor e discípulo, leitura da obra de Câmara Cascudo e interesse pelos fatos marcantes de sua vida, o livro “Cascudo, um Brasileiro Feliz”, de Diogenes da Cunha Lima, terá sua 5ª. Edição. Desta vez, foi adotado pelo Ministério da Educação (MEC) e será reeditada em 80 mil exemplares para a rede de ensino federal. Não se pretende que seja uma biografia tradicional. São retalhos de uma vida bonita, de um trabalho profícuo e sua projeção no panorama cultural do Brasil.

O escritor Diógenes da Cunha Lima conheceu o biografado aos 13 anos de idade, depois foi seu aluno na Faculdade de Direito de Natal. Promotor cultural e da sociedade, Luís da Câmara Cascudo estimulou pessoas e instituições. Criou a Universidade Popular e, depois, respaldou a criação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Fundou a Academia Norte-rio-grandense de Letras, deu vida ao vetusto Instituto Histórico do Estado, criou a Associação Brasileira do Folclore, a Sociedade Araruna de Danças Antigas e Semidesaparecidas.

A sua obra, com quase cento e cinquenta livros publicados, é também espantosa em qualidade. Mas, acima de tudo, é obra quase impossível de ser feita por um único homem, senão por uma universidade inteira. E Cascudo fez tudo sozinho. A ideia central deste livro é transmitir um pouco da vida de um feliz brasileiro, um mestre que sabia explicar e identificar o seu povo. Ele costumava dizer: “O melhor produto do Brasil ainda é o brasileiro”.









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