sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

DE DIOGENES NETO PARA GENIBALDO BARROS




90 ANOS

Quem pode ser excepcional, sem precedentes, singular, exclusivo, sem outro da sua espécie ou qualidade. Para Aurélio, o Único; para mim, só um Gênio.

Nasceu em Currais Novos, filho Único de Tristão, farmacêutico, que desde cedo lhe inspirou na arte de curar.

Órfão da tuberculose, oh! Fleming, sua demora levou sua mãe bem cedo. Mas da dor aprendeu a ser solidário, incentivou a ser pneumologista, a ser o criador do Hospital Giselda Trigueiro.

Durante a repressão de 1960, casou-se com uma fada, Lalinha, que de tão boa fez sua primeira festa de aniversário. Desta união, quatro filhos,  que em vida lhe deram sua melhor herança: suas amizades.

Tornou-se imortal por osmose, sempre. Protegido pela sorte.

Morou na Bahia, Rio, Argentina, no Hospital Miguel Couto com sua janela aberta para o Atlântico. Foi despachante da faculdade de Medicina, trabalhando para unir Januário Cicco, 1930, ao Onofre Lopes.

Tinha que cuidar de muitos pulmões para ser governador por 28 vezes, reitor, secretário de Saúde, conselheiro do Tribunal de Contas.

Hoje, completa 90 anos, vividos com muita emoção. Parabéns, Genibaldo, o Único no coração de Lalinha, filhos, netos, de seus amigos-irmãos.





O BAOBÁ E SEU POETA NO VIII FINC







DE CRISTINE CUNHA LIMA




DE CRISTINE CUNHA LIMA ROSADO 
PARA GENIBALDO BARROS

Branco não são só seus cabelos... Não é apenas o registro de 90 anos tão bem vividos. Branca é a essência de tio Genibaldo. A cor branca é a junção de todas as cores do espectro de cores. É definida como "a cor da luz" em cores-pigmento. É a cor que reflete todos os raios luminosos. É a simbologia da paz que ele representa e transmite. Do clarear que sua bondade nos oferece. Da capacidade de integrar todas as cores, ou “tribos”. A cor branca, como ele , “cabe” em qualquer lugar, do lugar rústico para comer a galinha caipira ao melhor restaurante francês. Não, sua vida não é em preto e branco, ao contrário, ela tem as cores da alegria, do amor, do saber colecionar amigos. Ele é doação, daquela que se felicita em oferecer o melhor dele. Se o cenário estiver escuro, ele leva luz. Existe algo na sua postura de anjo que eu não poderia traduzir em palavras, ainda que tenha o privilégio de repousar sob suas asas como sua afilhada. Tia Lalinha, seus filhos, noras e netos têm cores vivas e sua união impede que, o acinzentado que o cotidiano poderia tentar impor ao aniversariante de hoje, chegue próximo dele. Que essa junção de cores que o branco representa seja sempre o símbolo da sua vida nada monocromática, sempre colorida pelo arco-íris do amor, este que é mais puro que o branco de seus cabelos. 




terça-feira, 5 de dezembro de 2017

POEMA DE PÁSSARO





SINO DE OURO

Hoje eu queria fazer um poema
Com pena dos versos de chumbo que faço
E faria um poema voando tão leve
Um poema de éter, poema de pássaro

Hoje eu faria um poema tão peixe
Nada nos seus olhos da cor do melaço
Um poema azul
Um poema marinho
Um poema pescado
Tomado de assalto

Hoje eu faria um poema tão fino
Batendo no sino
Que achei num tesouro
Num sonho dourado
Um poema magia
Depois te daria
Meu sino de ouro


ALCEU VALENÇA




DE BAOBÁ EM BAOBÁ




Domingo passado (03 de dezembro) aconteceu a Maratona dos Baobás. O evento contou com percurso de 42 quilômetros, do Baobá do Poeta, em Natal, ao Baobá da cidade de Nísia Floresta. Com a concentração às 4h30, a largada aconteceu às 5h, em frente a gigantesca árvore do Baobá do Poeta, localizada na R. São José, no bairro de Lagoa Seca - Natal/RN, e as chegadas na cidade de Nísia Floresta, centro da cidade, na árvore do Baobá.

Organizada pela ONG Baobá, com sede na cidade de Natal, entidade sem fins lucrativos, fundada em 2003, reconhecida como de Utilidade Pública Estadual e Municipal desde julho de 2006. Desenvolve projetos que visam o bem-estar humano. O evento contou com a participação de Diogenes da Cunha Lima, que fez discurso elogiando a iniciativa.




A FELICIDADE





A risada das crianças me incute a suspeita: 
talvez isso seja a felicidade.

ANTONIO PRATA




segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

CIDADÃO PAULISTANO




JURISTA NATALENSE RECEBE TÍTULO 
DE CIDADÃO PAULISTANO NA CÂMARA


O professor doutor Rodrigo da Cunha Lima Freire se graduou na área do Direito em 1993, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). E foi a paixão pela carreira acadêmica que o trouxe a São Paulo pouco tempo depois.  Ele conta, no entanto, que a relação de afeto com a capital paulista, ainda que indiretamente, começou bem antes, na adolescência.

“Minha história com São Paulo começou antes de eu morar aqui. Porque conheci uma paulistana com 15 anos de idade. Namoramos dos 15 aos 18 anos e continuamos casados até hoje. Quando vim para cá, aos 21 anos, para fazer um mestrado, fui ficando, ficando e me apaixonei de novo, desta vez pela cidade, e não saí mais”.

Depois do mestrado na PUC (Pontifícia Universidade Católica), Rodrigo partiu para o doutorado em Direito Processual Civil. Além de conferencista em diversas instituições, Rodrigo atualmente leciona na FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) e no CERS (Complexo de Ensino Renato Saraiva).

Entre os vários títulos que recebeu na carreira, como a ‘Láurea do Mérito Docente pela Ordem dos Advogados do Brasil’, o professor Rodrigo Freire admitiu que o de Cidadão Paulistano foi um dos mais emocionantes.

“Uma honra muito grande. Essa Câmara já prestou uma homenagem a outro natalense, um muito famoso, chamado Luís da Câmara Cascudo. E eu, sendo homenageado também dessa forma, me sinto realmente muito feliz. Para mim, é uma emoção indescritível”, disse.

Para o professor universitário Carlos Alberto Garbi, desembargador do Tribunal de São Paulo, a concessão do Título ao amigo e colega de profissão é mais que justa.

“O professor Rodrigo se integrou efetivamente à cidade de São Paulo. E poderia até dizer que já é um paulistano ‘nato’. Além disso, é um professor dedicado e muito querido pelos alunos e por todos. Ele tem as características que são próprias do natalense: uma alegria natural e uma forma positiva de ver as coisas na vida. E tem contribuído de uma forma muito importante pela causa da educação e formação dos jovens aqui na cidade de São Paulo”.

O procurador do Estado de São Paulo e professor universitário Paulo de Tarso Neri conhece o homenageado há quase 20 anos. Ele destacou a importância das publicações de Rodrigo na área processual.

“É um dos maiores processualistas vivos do Brasil, com vários livros publicados. É só olhar para as redes sociais a constatar a consideração que a sociedade civil tem por ele. Eu diria que Rodrigo presta um serviço para a sociedade paulistana, paulista e brasileira”.

A Sessão Solene para a entrega do Título de Cidadão Paulistano teve a iniciativa do vereador Eduardo Tuma (PSDB).

“O Rodrigo é oriundo de Natal, mas foi em São Paulo que fixou as suas raízes e estabeleceu  suas bases como profissional da advocacia e professor de Direito. Ele também auxilia muito nas áreas social e do terceiro setor. E isso há muito tempo. Então, eu não vejo esse título como uma concessão. Vejo mais como o reconhecimento de um paulistano que foi adotado pela nossa cidade de São Paulo, nossa cidade mãe”, afirmou Tuma.

Rodrigo da Cunha Lima Freire também é membro da Comissão de Direito Processual Civil da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo. Integrante do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Processual) e compõe o quadro da ANNEP  (Associação Norte e Nordeste de Professores de Processo).



(Publicado no Informativo da Câmara Municipal de São Paulo)