quarta-feira, 2 de março de 2016

CORDEL – PATRIMÔNIO NACIONAL




Considerada patrimônio histórico e cultural do Brasil, a literatura de cordel é poesia popular característica do povo nordestino, impressa e divulgada em folhetos. Chegou ao Brasil no século XVI, introduzida pelos portugueses desde o início da colonização. Segundo Clotilde Tavares, foi inventada por Leandro Gomes de Barros no séc. XIX. O reconhecimento mundial veio com os elaborados estudos de Luís da Câmara Cascudo e Veríssimo de Melo. Muitos escritores foram influenciados pelo cordel, e entre eles: Manuel Bandeira, Mário de Andrade, João Cabral de Melo, Ariano Suassuna, José Lins do Rego e Guimarães Rosa.

Inicialmente, quase todos os autores da literatura de cordel eram cantadores. Estes improvisavam os versos na hora que estavam cantando, viajavam pelas fazendas, vilarejos e pequenas cidades do sertão. As imagens do cordel são feitas através da xilogravura, inspirando artistas como Ciro, Virgílio Maia, Côca, Dorian Gray e Newton Navarro. O nome tem origem na forma como esses folhetos são vendidos, normalmente pendurados em barbantes, cordas ou cordéis nas feiras e nos mercados.

Para os escritores desse gênero é possível ser o repórter dos acontecimentos, representante do povo, narrar as histórias de Lampião, de João Grilo, falar sobre causos de amor. Algumas das principais características do cordel são: possui uma essência cultural muito forte, pois relata tradições culturais regionais e contribui bastante para a continuidade do folclore brasileiro; são baratos e por isso atingem um grande público e isso acaba sendo um incentivo à leitura; suas histórias têm como ponto central uma problemática que deve ser resolvida com inteligência e astúcia.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte foi pioneira na valorização desta arte, na época em que fui seu reitor. Criamos a primeira biblioteca brasileira de cordel. A coleção foi selecionada inicialmente do acervo de Veríssimo de Melo e colocada numa sala específica no Centro de Convivência. Logo após, uma funcionária da UFRN foi encarregada de adquirir milhares de exemplares, viajando da Bahia ao Maranhão. Atualmente está na Biblioteca Zila Manede, da UFRN.            Para orgulho de todos, catalogada e digitalizada.

A Academia Norte-rio-grandense de Letras também foi pioneira. Cantadores foram convidados para um desafio. Como tema, a chegada do cantador o céu. Um dos poetas, Antonio Sobrinho, fez na hora um relato dizendo que todos os anjos e santos saberiam da novidade. Muito aplaudido, continuou:

Viajei num transporte igual ao vento
E fui conhecer o céu empírio
Nas mãos levei meu instrumento
Ao chegar no céu neste momento
Me senti o poeta mais feliz
Jesus me escutando pedindo bis
E eu repeti a mesma cena
Namorei com Maria Madalena
Não casei lá no céu
Porque não quis



DCL




terça-feira, 1 de março de 2016

FRASE DO DIA



“Você não vai conseguir, mas mesmo assim vale a pena tentar 
fazer da vida uma obra de arte.”

DIOGENES DA CUNHA LIMA



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

FRASE DO DIA



“O insulto nasce da falta de escrúpulo 
e da impossibilidade de converter o sentimento 
em argumento cultural.”


SAN JUAN DE LA CRUZ



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

LANÇAMENTO NA PARAÍBA





Dia 18 de março, em Guarabira, na Paraíba, Diogenes da Cunha Lima lança “Ronaldo Cunha Lima – Um Nordestino de Todo Canto”, com apoio da Prefeitura local. Guarabira é a terra natal do famoso poeta e político biografado.




POTIGUAR NA UNIVERSIDADE DE COIMBRA



O advogado Rodrigo Cunha Lima Freire, sobrinho de Diogenes da Cunha Lima, proferiu conferência no Colóquio Luso-Brasileiro de Direito Processual Civil, na Universidade de Coimbra, em Portugal, dia 24 de fevereiro. Na plateia, comemorando, os pais de Rodrigo, Olindina e Clênio Freire, e os amigos Barbosa, Karina e José Marcelo.





quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

AMOR DE VERÃO




Livro: “Amor de Verão”
Autor: Carlos Roberto de Miranda Gomes


A vida é feita de sonhos. Todos têm seus sonhos, desde os “que vou ser quando crescer” da primeira infância. Sonhos são como os pavios que servem para acender os fogos de artifício. Na peça “A Tempestade”, de Shakespeare, o personagem Próspero diz sua famosa frase “somos feitos da mesma matéria com a qual são construídos os sonhos“. Na fala do personagem mago insinua-se que tanto o mundo “da imaginação” quanto o “real” são incertos.

A primeira obra de ficção do amigo Carlos Roberto de Miranda Gomes, “Amor de Verão”, fala de um dos maiores sonhos da humanidade: o amor. Tendo como ambientação a praia de Cotovelo, litoral potiguar de veraneio, o autor descreve sentimentos amorosos inesperados e seus resultados, estreando no universo da ficção com pé direito.

Numa pequena novela com pinceladas memoriais, telúrica e agradável, o escritor acadêmico comove o leitor mais atento. Mais uma vitória intelectual de Carlos Miranda, um dos melhores que servem a cultura do Rio Grande do Norte. Sempre com dedicação e seriedade.


DCL