quinta-feira, 10 de março de 2016

quarta-feira, 9 de março de 2016

TÁXI GRATUITO EM SÃO PAULO

Diogenes Neto, o taxista Ronaldo e DCL



Esta semana, em São Paulo, ao pegarem um táxi, Diogenes da Cunha Lima e o filho Diogenes Neto ouviram a seguinte pergunta do taxista: “Vocês são nordestinos?”. Responderam positivamente. O motorista continuou: “Sou de Campina Grande, na Paraíba. Me chamo Ronaldo. Minha família era 'babão' dos Cunha Lima”.

Surpreso, Diogenes disse que além de ser primo de Ronaldo, escreveu um livro sobre ele. Foi uma grande alegria. O taxista não cobrou a corrida, mesmo contra a vontade dos passageiros. De presente, ganhou a biografia “Ronaldo Cunha Lima – Um Nordestino de Todo Canto”.

Impressionado com o acontecimento, Diogenes se lembrou de um relato de Câmara Cascudo. O mestre resolveu tomar uma cerveja na Ribeira. Parou no primeiro boteco. Na hora de pagar a conta, o garçom disse que ele era o responsável pela conta, pois estava honrado em atendê-lo. Cascudo ficou todo satisfeito. 




terça-feira, 8 de março de 2016

DIA INTERNACIONAL DA MULHER




Mulher, a metade mais sensível, calma e flexível, 
a metade mais bonita da humanidade.



Mulher, mulher,
Pensamento de cores,
Luz e som,
És minha rosa dos ventos,
És meu ser, meu lado bom.
                                                                                         


DIOGENES DA CUNHA LIMA



MULHER




A humanidade é feita
de homem e mulher.

O homem é forte,
a mulher densa,
homem faz norte,
a mulher pensa.

O homem enfoca,
a mulher detalha.
O homem faz a toca,
a mulher trabalha.

Os homens são pobres,
têm mulheres almas.
Com mulheres nobres
homens ganham palmas.

O homem faz o meio,
a mulher o imita.
O homem é feio,

a mulher bonita.


DIOGENES DA CUNHA LIMA



segunda-feira, 7 de março de 2016

MELODIA IMORTAL: “PRAIEIRA” EM LIVRO




Autora de diversos livros, a pesquisadora potiguar Leide Câmara lança “Praieira – A Canção da Cidade do Natal, 93 anos”, dia 10 de março, quinta-feira, a partir das 18h, na Academia Norte-rio-grandense de Letras. Ela também brinda seus convidados com sarau poético e um encontro de violões em seresta. 

Registro discográfico de uma canção-hino, de autoria de Othoniel Menezes e Eduardo Medeiros, “Praieira” tem vinte e seis gravações e cinco reproduções. Há quase um século vem sendo tocada e cantada por gerações de modinheiros. Desde a década de 1920, em serenatas na janela da mulher amada ou nas ruas de Natal, em cortejos da boemia, em saraus e outros encontros poéticos.



sexta-feira, 4 de março de 2016

MARCELO NAVARRO RIBEIRO DANTAS




A honra é atributo pessoal. Nenhum marginalizado poderá tirar a retidão de vida de Marcelo Navarro Ribeiro Dantas. Cito ensinamento bíblico do profeta Oseias: “São retos os caminhos do Senhor, e por ele andarão os justos, enquanto os maus ali tropeçam e caem”.


DCL



quinta-feira, 3 de março de 2016

SHAKESPEARE NA ACADEMIA




A Academia Norte-rio-grandense de Letras, na celebração dos seus 80 anos, fará homenagem ao bardo inglês William Shakespeare (1584-1616). Certa vez, convidei na hora o mestre Câmara Cascudo para estar presente na Galeria de Arte da Prefeitura, que existia na praça André de Albuquerque. O mestre, de improviso, fez inovadora apresentação sobre o autor de “Hamlet”.

Começou dizendo da insuficiência da tradução “ser ou não ser”. O certo seria também “ser e não ser”. Discorreu sobre a ciência da interpretação moderna, do pensamento e sentimentos humanos, sempre se baseando em Shakespeare. Depois, disse-me que Freud não fez muito mais que transpor para a ciência o que era fato em Shakespeare.

Entusiasmado, li a obra básica de Shakespeare. Mais adiante visitei Stratford-upon-Avon, no Reino Unido, onde ele nasceu e viveu os primeiros tempos. A pequena cidade passou de uma colônia de agricultores e pescadores do rio Avon para viver hoje de turismo em torno da memória do bardo. Fiquei emocionado ao conhecer a casa em que ele viveu. Recomendo a quem puder visitá-la.

Tive também a emoção da visita ao Globe Theatre, uma réplica do espaço em que ele representava suas peças e que em 1613 pegou fogo.  Todo em madeira. A música e o cenário à maneira da época. Vi o clássico “Ricardo III”, que no original era interpretado só por homens (inclusive os personagens femininos). A plateia em pé, circulando. Do Globe se vê o rio Tâmisa. Fica pertinho do lugar onde originalmente existiu.

O mundo inteiro vai comemorar Shakespeare. A nossa Academia também.

DCL