quarta-feira, 31 de julho de 2019
segunda-feira, 29 de julho de 2019
PARABÉNS AO AMIGO, IRMÃO E MESTRE
Cunha Lima, receba o fraternal abraço do filho de Seu Chicó fazendeiro
criado na dureza da vida, mas com a sensibilidade de escrever uma bela crônica sobre seu
casamento. Sei do apreço e admiração que
ele tinha por você. Ouvi dele muitas
vezes, uma frase que soava como uma oração: amizade boa é aquela passa de pai
para filho. Pensando nisso, a família de Zefinha\Chicó, com raízes fincadas no
Bom Destino abraça o aniversariante desejando-lhe Boa Fortuna.
Saudades das suas aulas: Um minuto com o Mestre na
Academia Flex.
Recomende-nos
a sua amada Vera e recebam nosso abraço, Haroldo\Família
Haroldo Pinheiro Borges
MENSAGEM AO PAI
Tenho um PAIfessor que me ensina desde pequena. Ele não
deixa chamar jerimum de abóbora, macaxeira de mandioca, nem Forte dos Reis
Magos, ao invés da imponente Fortaleza. Também me ensinou a sentir poesia, sendo sua vida o próprio
poema. Para um poeta, uma flor nunca é só uma flor, imagine o seu baobá, que cuida com muito carinho. Com
ele, aprendi que a memória deve ser seletiva. Lembranças felizes devem recitadas em detalhes. As amargas, esquecidas
totalmente. Como um camaleão,
reinventa-se e se adapta. Aos 82
anos completos hj , é um homem em construção, ávido por novos projetos (a maioria
em benefício da sua cidade), novas aventuras e muitos planos, impregnados de
positividade e fé. Ensina pelo exemplo. Sua máxima de ser útil e feliz é
cumprida cotidianamente. Nas aulas sobre valores deixa claro que tempo vale
muito mais que dinheiro. E se ele voa, meu mestre o pilota com a serenidade de
quem sabe o valor do presente, a importância do passado e a eminência do
futuro, para o qual idealiza brilhantes ações.
Nos ensinou sobre o amor, mas com pouquíssima psicologia.
Quando crianças, dizia - em separado, a
todas nós - que éramos a filha predileta, até eu armar o circo para descobrir a
tal brincadeira. Até hoje, é tanto amor dos seus 4 filhos que ainda brigamos
por sua predileção, sua companhia, pelas suas lições. Como bons alunos, passaremos nossas vidas tentando ser úteis e felizes e ... jamais chamaremos
jerimum de abóbora!
Cristine Tinoco da Cunha Lima Rosado
sexta-feira, 26 de julho de 2019
quinta-feira, 25 de julho de 2019
CAÇADORES DE NUVENS
A fotógrafa potiguar Leila Cunha Lima Almeida foi
selecionada para participar da publicação “Cloud Hunters (Caçadores de Nuvens),
Anuário de Fotografia – II (Ao Alcance das Nuvens)”. São 354 fotógrafos de 37 países. Edição
coordenada por Helder Palermo.
terça-feira, 23 de julho de 2019
A MULHER MAIS ADMIRADA DO MUNDO
Michelle Obama é oficialmente a mulher mais admirada do
mundo. Segundo pesquisa conduzida pelo Instituto YouGov, a ex-primeira-dama dos
Estados Unidos ultrapassou Angelina Jolie (primeiro lugar no ano passado) como
a personalidade feminina mais inspiradora. Na segunda posição, ficou a
apresentadora Oprah Winfrey, com Angelina em terceiro. A rainha Elizabeth ficou
em quarto, Emma Watson em quinto. Em 2018, Michelle lançou sua autobiografia
("Minha história"), traduzida para com 24 idiomas. Só na primeira
semana, foram vendidas 1,4 milhão de cópias só nos EUA e Canadá.
MARIO VARGAS LLOSA SOBRE EZRA POUND
“É difícil identificar nesse homem generoso e altruísta o
Ezra Pound que, durante a 2.ª Guerra Mundial, exortava na rádio italiana os
jovens recrutas americanos a desertarem de suas fileiras e repetia todas as
crueldades que os nazistas atribuíam aos judeus. Por isso ele foi capturado
pelo Exército americano e exibido por toda a Itália em uma jaula, como um louco
furioso. Em seguida, nos EUA um tribunal, para não fuzilá-lo por traição à
pátria, declarou-o insano. Ele passou um bom número de anos num manicômio.”
segunda-feira, 22 de julho de 2019
quinta-feira, 18 de julho de 2019
quarta-feira, 17 de julho de 2019
LANÇAMENTO DE “O BRASIL INEVITÁVEL”
“O Brasil Inevitável”,
de Mércio Gomes, antropólogo que atuou junto com o grande Darcy Ribeiro,
durante vários anos, será lançado nesta quinta-feira (18), das 18 às 22 horas,
na Academia Norte-rio-grandense de Letras, sendo considerado livro de leitura
quase obrigatória, pois ele faz um estudo e analisa o comportamento do
brasileiro, ontem e hoje.
Professor de História
das Ciências e das Técnicas e Epistemologia da Universidade Federal do Rio de
Janeiro, ex-presidente da Fundação Nacional do Índio/Funai e autor, dentre
outros livros, de “O Índio da História e Darcy Ribeiro”, ele revê com um olhar
histórico-antropológico as principais análises sobre classes e estamentos
sociais, desigualdade social e cultural, a cultura em sua prática social,
regimes políticos, colonialismo, escravidão, servidão, bem como sobre como
brasileiros e estrangeiros vêm pensando e argumentando sobre nosso país. O
livro debate com seus principais intérpretes, entre tantos, Gilberto Freyre e
Sergio Buarque.
A obra enfatiza o
papel do inter-relacionamento entre portugueses, indígenas e negros nos
primeiros dois séculos na formação dessa cultura básica, sua miscigenação na
formação do “povão” e sua contínua forma de existência através de vários
sentimentos, inclusive o ralo amor que temos pela natureza, parte de nossas
formas de violência e nossos modos de resistência a comportamentos exógenos.
Como o leitor vai
constatar, o livro de Mércio Gomes é muito mais que um estudo antropológico
para suprir a demanda dos estudiosos do Brasil e das bibliotecas acadêmicas.
Ele provoca o leitor a ir adiante. Ir além dos parâmetros acadêmicos que
balizam respostas ‘razoáveis’ para tantas perguntas acumuladas ao longo da
história brasileira.
Lançamento: “O Brasil Inevitável”, de Mércio
Gomes.
Local: Academia Norte-rio-grandense de Letras
Data: 18 de julho de 2019, das 18 às 22h.
terça-feira, 16 de julho de 2019
BARRACOS EXTRALITERÁRIOS
![]() |
manuel bandeira |
Humberto Werneck, O Estado de S. Paulo
16 de julho de 2019
No mundo da literatura, o mais sensacional nem sempre
está nas páginas do livro. Nas histórias que aqui vão, bons autores revelam-se
também bons personagens
Difícil, hoje, imaginar Carlos Drummond de Andrade e
Sérgio Buarque de Holanda, dois gigantes das letras nacionais, envolvidos numa
troca de sopapos. Pois foi o que aconteceu, não se sabe ao certo se nos últimos
dias de 1934 ou nos primeiros de 35. O cenário do entrevero: o prédio onde hoje
funciona a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia, que abrigava
então o Ministério da Educação e Saúde Pública.
O ministro era Gustavo Capanema, e Drummond, seu chefe de
gabinete, por ele trazido de Belo Horizonte em meados de 1934. O poeta, aos 32
anos, já era casado com Dolores e pai de Maria Julieta. Tinha dois livros
publicados, Alguma Poesia, de 1930, e Brejo das Almas, de 1934.
Sérgio Buarque, da mesma idade, era jornalista e estava a
meses de conhecer Maria Amélia Alvim, com quem se casaria em 1936 – ano,
também, de sua estreia nas livrarias, com aquela que ficaria sendo a sua obra
mais conhecida e celebrada, Raízes do Brasil.
Solteiro, já deitara raízes de outra natureza: era pai de
um filho que jamais chegaria a conhecer, gerado nos anos em que viveu em
Berlim, Sergio Ernst, o “irmão alemão” em torno do qual se passará o romance
homônimo de Chico Buarque.
Sem serem íntimos, proximidade que o temperamento
reservado do poeta não facilitaria, Sérgio e Carlos eram amigos – camaradagem que
o supracitado entrevero viria turvar por algum tempo. Motivo do bafafá: uma
namorada de Sérgio, que trabalhava no ministério, e para a qual o chefe de
gabinete teria arrastado a asa.
“A última do Sérgio”, contou Manuel Bandeira, amigo de
ambos, a Gilberto Freyre, numa carta de 17 de janeiro de 1935: “A namorada
(irmã da Germaninha) foi requisitada para trabalhar no Ministério da Educação.
O Carlos Drummond engraçou-se com ela, uma coisa à toa, e o nosso Sérgio entrou
pelo gabinete um belo dia e atracou-se com o Carlos. Acudiu o pessoal, o
Peregrino levou uma sobra na cara, e o Sérgio gritava indignado para o Carlos:
‘Seu poetinha de merda!’”.
A Germaninha citada por Bandeira era a cantora Germana
Bittencourt, falecida em 1931, e o camarada para quem sobrou tabefe, o escritor
Peregrino Júnior, futuro membro da Academia Brasileira de Letras.
A maior vítima da cena de pugilato poderiam ter sido os
óculos de Sérgio Buarque de Holanda, que no empurra-empurra lhe saltaram do
rosto. Só não foram esmigalhados porque o jornalista Prudente de Morais, neto,
amigo dos contendores, os recolheu a tempo. No dia seguinte, o chefe de
gabinete do ministro mandou entregar os óculos na casa do adversário.
Ao contrário do que se chegou a escrever, o incidente não
comprometeu a amizade de Sérgio e Drummond, restabelecida ao cabo de um período
de estranhamento. Sobre ele, Chico Buarque chegou a conversar com o poeta, numa
rememoração a que não faltaram gargalhadas. Lamentavelmente, talvez já não se
possa saber quem era a moça pela qual Sérgio e Carlos se engalfinharam.
Talvez Ruth, a mais nova das irmãs de Germaninha, a quem
Bandeira, em outro escrito, se refere carinhosamente, e que veio a se casar com
um futuro brigadeiro, o qual, como o J. Pinto Fernandes do poema de Drummond,
não tinha entrado na história.
Tão difícil quanto imaginar aquela briga, seria hoje
escalar, entre os escribas em atividade do País, uma dupla cuja estatura
literária pudesse comparar-se à de Sérgio Buarque de Holanda e de Carlos
Drummond de Andrade.
BOFETADA NO ROSTO
Outro barraco memorável, embora sem pancadaria, foi
aquele que envolveu Manuel Bandeira e um casal de amigos seus: a cantora Elsie
Houston, meio brasileira, meio americana, e seu marido, o poeta surrealista
francês Benjamin Péret. Quando Elsie se matou em Nova York, em 1943, Bandeira
escreveu pequeno e comovido registro no qual menciona uma briga que os separou
por anos. A moça, conta, “uma vez, na minha casinha de Santa Teresa, teve um
gesto cujo realismo sacrílego encheu-me de revolta e levou-me a cortar relações
com o casal”.
Que sacrilégio teria sido aquele? Bandeira, discreto,
preferiu não dizer, mas outro relato, do poeta Murilo Mendes, permitirá fechar
a história, ao revelar, não os santos, mas o milagre: “Contaram-me que, em
pleno furor do movimento ‘modernista’, na época em que o cúmulo da inteligência
e da elegância consistia em se dizer ateu, a-religioso, anticristão etc., um
casal de modernistas em delírio (surrealistas) foi visitar Manuel Bandeira
(...). Entrando no quarto do poeta, avistaram os dois um crucifixo e ficaram
‘escandalizados’, exigindo do poeta que o atirasse fora. Bandeira indignou-se e
convidou o casal a dar o fora logo”.
Da parte de Benjamin Péret, pelo menos, não se tratou de
uma agressão isolada. O mesmo Murilo deu notícia de episódio semelhante, ainda
mais grave, num dos artigos do livro póstumo Recordações de Ismael Nery: “Em
1929 realizava-se na casa de conhecido poeta uma reunião a que comparecia todo
o mundo literário e artístico do Rio e de São Paulo. De repente surge uma
discussão sobre assuntos religiosos e um escritor surrealista francês, de
passagem pelo Rio, tipo fisicamente forte, arrogante, insulta o Cristo. Ismael
aplica-lhe uma bofetada no rosto. Produz-se uma enorme confusão. Os dois
contendores são apartados, e a reunião é dissolvida. Foi o apogeu do
modernismo”.
O objeto, de marfim, que tanto horrorizou Elsie e
Benjamin era da particular estima de Bandeira, que a ele dedicou um poema, O
Crucifixo: “(...) Hoje, em meu quarto colocado,/ ei-lo velando sobre mim./ E
quando se cumprir aquele/ instante, que tardando vai,/ de eu deixar esta vida,
quero/ morrer agarrado com ele./ Talvez me salve. Como – espero –/Minha mãe,
minha irmã, meu pai”.
Com Péret, não teve volta, mas com Elsie as mágoas
puderam se apagar no coração de Bandeira. “Um dia”, contou ele, “em plena
Avenida Rio Branco, nos encontramos tão de surpresa, o sorriso de Elsie era tão
cordial que, antes de qualquer resolução consciente de minha parte, o abraço
veio e fizemos as pazes.”
segunda-feira, 15 de julho de 2019
quinta-feira, 11 de julho de 2019
sexta-feira, 5 de julho de 2019
A VOLTA DE CASSIANO ARRUDA
Cassiano Arruda é um escritor memorialista de qualidade
intelectual. Ele está de volta ao trabalho da imprensa escrita. Muito bom.
quarta-feira, 3 de julho de 2019
BREVIDADES
O que salta das páginas são passagens que nos levam a ver
e conhecer paisagens e pessoas, do interior e do acolá, além fronteiras. São conversas
com gentes, a exemplo dos filhos pequenos e um sábio sertanejo, curtido de sol
e idade, de quem sorve lições. São as coisas da cultura, tema que lhe é tao
afeito, expressas em música, cinema e outras formas mais; são mergulhos na história
de lugares e de pessoas; debruça-se sobre as coisas do viver, do viajar, do ver
e do perceber.
PAULO BENZ
O BRASIL INEVITÁVEL
Neste livro aprendemos que precisamos nos afirmar como
cultura mestiça, com base moral, com problemas éticos e com desejo de beleza e
transcendência. O Brasil é inevitável porque o que ele foi é o que foi, e não poderia
ter sido diferente, e não é pouca coisa e não se precisa lamentar. O que é e o
que será cabe a nós definir a partir de agora. Enfim, cabe a nós nos
conscientizarmos do que somos – e do que podemos ser – a partir de uma visão que
engloba aspectos conservadores, liberais, nativistas e utópicos.
ANTONIO RISÉRIO
terça-feira, 2 de julho de 2019
segunda-feira, 1 de julho de 2019
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