SALMO 39
ZILA
MAMEDE
Quando de
mim desapartem
a agora
face que tenho
ninguém
sabe quem fui
nem de
onde venho.
Se esse
humano dos meus gestos
repouse
na pedra e cal
quem
pergunta se
teci bem,
mal?
Meus olhos
pulverizados
não se
possam reespantar
estão
cansados de
amar,
odiar?
Na fria
tranquilidade
do todo
que se desfaça
há pranto
de silêncio,
morte,
graça?
Quantos
breves desesperos
de mim em
mim mais caminhem
são
heranças da terra
— flores,
guerra?
Que
importa o que então exista
nesse
duro chão que passe?
— Estrela
da Tarde
no amor
me guarde.
* De “EXERCÍCIO
da PALAVRA”