segunda-feira, 6 de março de 2023

O CURTA do BAOBÁ


“O Baobá e seu Poeta”, curta-metragem rodado em 2017, teve roteiro a cargo de Woldney Ribeiro, direção de Walton Schiavon e protagonismo marcante de Tony Silva. Nascido da iniciativa singular de Diogenes da Cunha Lima, o filme é repleto de informações históricas e científicas, e curiosidades folclóricas. A escolha da atriz foi fator prioritário para o sucesso do trabalho, uma vez que ela encarna, com similaridade e imponência, o personagem principal, o Baobá.

Representante legítima da cultura africana, personagem e atriz se fundem para nos contar a história da moradora mais antiga de nossa cidade, vinda da África e trazendo com ela muito da sua cultura. O filme recebeu importantes premiações em diversos festivais de cinema, no Brasil e na Áustria. Sua imensa abrangência temática permite que seja largamente utilizado em sala de aula, tanto para discussões sobre o meio ambiente e sobre a cultura africana como para ilustrar muito da história da cidade do Natal. 
WOLDNEY RIBEIRO
 
O BAOBÁ e seu POETA
 



O ARTISTA


Tiago Vicente Queiroz de Medeiros ou, simplesmente, VICENTE SANTEIRO, um autêntico natalense de registro e batismo, nasceu no centenário e histórico bairro do Alecrim no dia 13 de dezembro de 1979. Não escolheu e nem teve tempo de escolher, foi escolhido pelo dom das artes plásticas ainda garoto. Suas obras já o identificam no primeiro olhar. Tendo como principais referências Dorian Gray, Newton Navarro e Assis Marinho, buscou seu próprio estilo com maestria.

É um artista versátil e dedicado à arte, que transforma uma obra encomendada em uma obra sensível e marcante, como fez com este imenso mural, nascido a partir de uma ideia de Diogenes da Cunha Lima. A partir de um bate papo entre os dois, as imagens foram materializadas em arte bela, com cores vibrantes, que conta a história do Baobá e da cidade do Natal. Assim como a primitiva arte rupestre, o mural registra, para nossa contemporaneidade, uma bela história que envolve amor, dedicação e respeito à natureza. 
 
WOLDNEY RIBEIRO

 

 

O BAOBÁ do POETA


Ela é a moradora mais antiga da cidade, um símbolo literalmente vivo da nossa história. Assim é esta árvore, denominada “Baobá do Poeta”. Mais do que um marco turístico, essa rainha africana evoca, dentre outras coisas, o testemunho de ser anterior ao que conhecemos como Estado do Rio Grande do Norte. Esse feito já lhe garante o respeito histórico e a importância para nosso país e para o mundo.

Essa força da natureza chamada Baobá, aportou, ou melhor, fincou suas raízes aqui, na esquina do continente sul-americano e ponto mais próximo de sua terra natal, África, berço da humanidade. Com uma idade misteriosa, a Adansonia Digitata, seu nome de batismo, viva e imponente, continua a nos encantar e a testemunhar a nossa história.

Um feito, muito significativo e digno de registro, faz dela uma árvore diferente: foi adotada por um poeta. A dúvida é: quem adotou quem? Felizmente, essa dúvida nunca prosperará, pois um se sente filho do outro. Uma coisa é certa, o nosso baobá tem um herói que o mantém, com muito amor e carinho, desde o início dos anos 90, e agradece se mantendo vivo e frondoso a cada dia que passa.

Como ela diria: “Carrego, em minha essência, um amor transcendental por este “príncipe”, que nada tem de pequeno, mas que é grande na vida, como poeta e advogado, além do carinho e da dedicação infinita que tem a mim. Sendo assim, faço questão de ser chamada de BAOBÁ DO POETA, como uma pequena retribuição a ele, Diogenes da Cunha Lima. Muito obrigada!!!”
 
WOLDNEY RIBEIRO