Diogo Cunha Lima vence a Olimpíada Brasileira de Física.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
RIO DE LEITURA
Escola Brigadeiro Eduardo Gomes celebra os 80 anos de Diógenes da Cunha Lima
Quantos rios cabem no mar de Diógenes da Cunha Lima?
Cabem quanto contabilizam o número de histórias valedouras que margeiam sua vida e encharcam de esperança os dias por vir!
Mergulhados, também, em um curso de água natural, a Escola Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, em Nova Parnamirim, celebrou, junto aos mediadores de leitura que atuam nas bibliotecas escolares do município, no dia 06 de dezembro de 2017, as oito décadas de vida do poeta de memória cintilante que guardou, o livro e os livros, a música e as músicas, a poesia e as poesias, a arte e as artes.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
OS TRÊS RIOS DE LEILA CUNHA LIMA
“Três Rios: Rio Grande
do Norte, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul” é o nome da exposição da
fotógrafa potiguar Leila Cunha Lima no Espaço Cultural da Justiça
Federal – Rua Dr. Lauro Pinto, 245, Lagoa Nova, em Natal/RN. Fica em cartaz para visitação até 19 de dezembro de 2017. A
mostra promete levar os visitantes numa bela viagem pelo melhor que três
Estados brasileiros tem para nos oferecer.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
A ARTE DE CURAR
CINEMA EM 60 SEGUNDOS
O
múltiplo, dinâmico, incansável, DIÓGENES DA CUNHA LIMA, que durante cinco anos
foi Presidente de Honra do Festival de Cinema de Natal, vai fazer sua estreia
nos festivais de um minuto. Já está com argumento pronto, e a ideia é
excelente, original e universal, a começar pelo enigmático título: “O Sorriso
de Deus”.
VALÉRIO ANDRADE
OS PRÊMIOS NOBEL EM NATAL
OS
PRÊMIOS NOBEL EM NATAL
A Academia sueca não descobriu o Brasil. A única pessoa aqui
nascida a ser prêmio Nobel foi o zoólogo Peter Medawar, fluminense, filho de um
empresário carioca e de uma inglesa. Viveu em Petrópolis até os 15 anos, possuidor
de cidadania britânica, mudou-se para Londres. Lá, em 1960, foi laureado com o
Prêmio de Medicina.
Nossa vizinha, a Argentina, brilha com cinco prêmios Nobel. O
Chile, com a poesia à altura dos Andes, teve agraciados Gabriela Mistral e Pablo
Neruda. A possibilidade maior de um brasileiro ter sido premiado ocorreu, em
1967, com a justíssima indicação de Jorge Amado. Entretanto, a preferência foi
para o guatemalteco Miguel Ângelo Astúrias. Houve ainda outro movimento com a
indicação de Carlos Drummond de Andrade. Por coincidência, à época, eu estava
na presidência do CRUB - Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras.
Pedi aos colegas de 79 universidades que mobilizassem as forças vivas. Muitos o fizeram. Levei a proposição à
Academia Brasileira de Letras. Rachel de Queiroz, entusiasmada, falou sobre a
legitimidade do pleito. Todavia, a recusa, muito divulgada, do poeta Drummond em
concorrer sepultou a candidatura.
Quando foi receber o prêmio (1971), o Poeta andino deu
entrevista à Rádio Estocolmo. Meu amigo Chico Cortez trabalhava no Banco do
Brasil na Suécia. Sabedor do meu agrado, gravou a entrevista em fita magnética
e mandou-me o presente. Deslumbramento! Perguntado o que seria a América
Latina, o Poeta respondeu: “El continente de la injusticia”. Anos depois, levei
a fita a Santiago, do Chile, para o encontro da O.U.I. - Organização
Universitária Interamericana. Disponibilizei ao reitor da Universidade, que nos
recepcionava, para que ouvissem a preciosidade histórica. Aconselhou-me o
silêncio: era o Governo de Pinochet. Na noite seguinte, a entrevista foi ouvida
pelo reitor e por pessoas por ele escolhidas.
A
leitura de Neruda, e até mesmo qualquer referência, era proibida. Ele era um
visionário, sonhador (e talvez, por isso, um homem perigoso). Em seu discurso,
recebendo o prêmio Nobel, ele, inspirado em Rimbaud, proclamou o seu sonho: “Só
com ardente paciência conquistaremos a esplêndida cidade que dará luz, justiça,
dignidade a todos os homens”.
O baiano–natalense, Antonio Nahud, jornalista, conseguiu um
feito inusitado. Entrevistou seis Prêmios Nobel de Literatura: o espanhol
Camilo José Cela (Nobel 1989); o português José Saramago (Nobel 1998); o alemão
Gunter Grass (Nobel 1999); a britânica Doris Lessing (Nobel 2007); o peruano
Mario Vargas Llosa (Nobel 2010) e o nipo-britânico Kazuo Ishiguro (Nobel 2017).
Entrevistas estas publicadas nos jornais “Folha de São Paulo”, “A Tarde” (BA),
“O Tempo” (MG) e “Diário de Notícias” (Portugal). O leitor potiguar poderá desfrutar
de intimidades desses ícones. Durante dezoito meses, a revista trimestral da
Academia de Letras publicará suas entrevistas.
Cumprindo a orientação bíblica pela qual muitos são os chamados e poucos escolhidos,
houve escolhas justas e perfeitas. Assim, a Academia sueca homenageou
escritores como Rudyard Kipling, Tagore, André Gide, Bertrand Russell, Saint-John
Perse. Por outro lado, pecou por omissão e teve falhas. Não se atribuiu o
prêmio a Proust, Tolstói, Émile Zola, Fernando Pessoa. O prêmio Nobel da Paz,
por cinco vezes, foi recusado a Gandhi.
Portugal mereceu a glória de José Saramago, mas reconhece o
erro da outorga a Antônio Egas Moniz, inventor da frustrante e calamitosa
intervenção cirúrgica no cérebro, a lobotomia.
Natal tem guardado pensamentos de prêmios Nobel.
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
NOSTALGIA
NOSTALGIA
A pequena
flor
só que além
nasceu
sonhou ser
maior:
nada lhe
valeu...
Na cova
esquecida,
sol que
desejou
não a
bafejou,
bastarda da
vida...
E era flor
ou gente?
Esquecida
imperfeita
numa dor
silente
ali jaz
desfeita!
ANTÓNIO
SALVADO
in
"Tropos"
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