sexta-feira, 7 de julho de 2017

SAUDADES DE RONALDO




O grande amigo Ronaldo Cunha Lima deixou saudades. Mensagem de Cássio, seu filho:

Cinco anos da morte do meu, nosso Poeta. Faço minhas as palavras de Pedro Cunha Lima: “Cinco anos de saudade do Poeta e seu sorriso, que sabendo o que preciso me sorri da eternidade.”







O AMOR SEGUNDO MOACYR SCLIAR







SOMOS TÃO JOVENS




Quanto mais tempo passa, mais novo fico, porque sou devoto do poeta alemão Samuel Ullman, do começo do século passado:

Somos tão jovens quanto nossa fé e tão velhos quanto nossa dúvida; tão jovens quanto nossa confiança em nós mesmos, tão velhos quanto nossos receio; tão jovens quanto nossas esperanças, tão velhos quanto nosso desespero.




quarta-feira, 5 de julho de 2017

O AMOR SEGUNDO SÃO PAULO

 



A “Biblía” é um livro essencialmente poético. O poeta maior é Jesus Cristo com o “Sermão da Montanha”, mas há outros fantásticos, como Salomão e Davi. O próprio “Genêsis” é um poema. São Paulo falando sobre o amor ("Coríntios 13:1") é notável:

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.

Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei.

Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá.

O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.

Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.

O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca perece;




NÓS SEMPRE TEREMOS PARIS




O Auditório Ibirapuera apresentou este mês o espetáculo “Nós Sempre Teremos Paris”, om texto de Artur Xexéo e direção de Jacqueline Laurence. Fala sobre um casal que se encontrou por acaso em uma viagem a Paris. Na ocasião, eles passam a tarde juntos em um café e descobrem que têm vários interesses em comum. Vinte anos depois, voltam ao mesmo local na expectativa de um reencontro e de retomar o que poderia ter sido uma história de amor.

O título se inspira na clássica frase da cena final do clássico "Casablanca" (1942). É uma viagem romântico-musical, com toques de humor, pelo repertório francês do século XX. Os atores Françoise Forton e Maurício Baduh interpretam canções como “C’est Si Bom” e “La Vie en Rose”, além de uma versão de “Garota de Ipanema”, acompanhados por músicos.




O CEARENSE




Napoleão dizia que, se você esfregasse um russo, aparecia um cossaco. Raspe um cearense e você encontra um israelita ou um cigano, com as melhores características que essas raças possuem.

PARSIFAL BARROSO




terça-feira, 4 de julho de 2017

DIREITO E ECONOMIA




DIREITO E ECONOMIA


A Justiça é uma bela mulher que a poucos consegue seduzir. Já o Direito conquista crescente número de pessoas para servir de profissão.

A Lei é o principal instrumento do Direito. Há leis que atendem às necessidades sociais e leis que dificultam a vida. O essencial é a sua aplicação. Lembro sempre advertência do iluminado Anatole France, segundo a qual não se deve recear as más leis quando aplicadas por bons juízes. Explica: “A lei é morta. O juiz é vivo”.

Baseado no posicionamento do Conselho Nacional da Magistratura, os novos juízes cursam, durante seis meses, ciências interdisciplinares ao Direito, de Filosofia a Economia. Dá para imaginar que eles seguem a lição do genial autor de “Lições de Direito Processual Civil”, Francesco Carnelutti (1879 - 1965), que ensinava: “Para agir (o cientista do Direito) é preciso conhecer”. E o que muito repeti aos meus alunos da UFRN: “Quem só sabe Direito, não sabe nem direito”.

Não deve haver divórcio entre a ciência econômica e o Direito. A Escola de Chicago, criada por sua nobre Universidade, influenciou toda a aplicação do direito norte-americano, incorporando esses estudos científicos aos cursos acadêmicos. É imprescindível um diálogo construtivo entre ciências que visam fazer justiça eficiente com os recursos sempre limitados. É certo também que o Poder Judiciário não pode ser submisso às normas de qualquer outra ciência, mas carece de interação com as disciplinas conexas.

Em velhos tempos, quando que eu estudava na antiga faculdade de Direito, na Ribeira, o meu querido professor Manoel Varela de Albuquerque ministrava Economia Política. E dava-nos a noção do que seria de obrigatório conhecimento aos juristas.

Seria muito importante para o nosso País se fosse incluído, na grade curricular dos cursos de Direito, disciplina que versasse sobre a vinculação necessária entre o Direito e a economia brasileira. O Supremo Tribunal Federal tem adotado em decisões penais o princípio da insignificância. Em outras palavras, não se deve condenar quando a conduta punível nos crimes contra o patrimônio não lesou substancialmente a propriedade. Certamente, é orientação e parte do raciocínio econômico.

No curso de pós-graduação em gestão do Poder Judiciário, promovido pelo SENAI, o professor José Augusto Delgado propôs que se estudasse o lucro e seu reflexo da jurisprudência. Ganha interesse nacional esta preocupação.

O Poder Judiciário é também o expressivo colaborador da riqueza do País. De uma economia saudável dependem os governos. Não poderá haver a prestação de serviços de educação, saúde, segurança e de outras funções básicas em uma economia deficiente. Um exemplo atual é a Operação Lava Jato, que deve punir empresários criminosos, mas permita-se a sobrevivência das empresas que, de resto, são fontes de renda e emprego, essenciais ao pleno desenvolvimento do Brasil.

Esperemos que a verdadeira Justiça seduza os nossos magistrados.