sexta-feira, 8 de julho de 2022

O DESERTOR de PRINCESA




Ocupa um lugar de especial relevância na dramaturgia de Ariano Suassuna. Em sua versão original, de 1948, ainda sob o título "Cantam as Harpas de Sião", foi esta a primeira peça do autor a ser encenada, tendo estreado a 18 de setembro do mesmo ano, com direção de Hermilo Borba Filho.
 
A peça é ambientada durante a guerra de Princesa, ocorrida no Sertão da Paraíba, movimento separatista já totalmente inserido no contexto das lutas políticas que antecedem a Revolução de 1930. Em reescritura realizada em maio de 1958, Suassuna substituiu o título, mais poético, por outro, mais objetivo, mais diretamente ligado aos fatos que constituem a trama.
 
Partindo de uma guerra de proporções locais e consequências relativamente modestas, o autor consegue fazer de sua peça um contundente libelo contra todas as guerras, um grito, em suas próprias palavras, contra a guerra em si mesma, num tempo em que o mundo inteiro ainda procurava se recuperar do trauma sofrido com a Segunda Guerra Mundial.


 


SOBRE a POESIA

 


A poesia não é um modo de libertar a emoção, mas uma fuga da emoção; não é uma expressão da própria personalidade, mas uma fuga da personalidade.
 
T. S. ELIOT




quarta-feira, 6 de julho de 2022

PALMAS ACADÊMICAS

 

O reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Daniel Diniz Melo, recebeu a visita de representantes da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras (ANRL), na manhã desta segunda-feira, 4 de julho. Na ocasião, o presidente da entidade, Diógenes da Cunha Lima, comunicou que o gestor da Universidade será homenageado com a honraria “Palmas Acadêmicas Câmara Cascudo”.
 
A decisão pela homenagem foi tomada em Assembleia Geral da ANRL, no dia 28 de junho, devido aos “relevantes serviços prestados ao Estado do Rio Grande do Norte e ao Brasil, notadamente, à cultura potiguar”. Nesse sentido, o reitor Daniel Diniz agradeceu a homenagem e destacou o esforço institucional realizado pela UFRN nas ações de preservação da memória, da arte e da cultura.
 
O presidente da Academia, Diógenes Cunha Lima, explicou que a honraria foi aprovada em reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo reitor em benefício da arte e cultura. O escritor também informou que a cerimônia de entrega da homenagem será realizada no mês de novembro.









LITERATURAS e ENTRE LIVROS