quarta-feira, 8 de junho de 2022

O BAOBÁ e suas RAÍZES


 

A poesia são suas raízes
que   nascem bem no âmago da terra
e cada verso que o poema encerra
traz pela cor das flores os matizes.
E o poema desdiz as cicatrizes.         
Se o coração então enche-se de guerras
talvez dispostas sob alguns deslizes
quando se toma várias diretrizes
ou se no canto a língua fala e berra.
Isso se faz nas raízes dos versos
pela árvore maior do universo
que do poeta é a autoestima.
Quando o poeta é também tão grande
o baobá cultural logo se expande
e tem nome Diogenes Cunha Lima
 
FERNANDO CUNHA LIMA
para meu mestre e guru.




segunda-feira, 6 de junho de 2022

quinta-feira, 2 de junho de 2022

O SERTÃO de OSWALDO LAMARTINE

 

A obra do maior estudioso do sertão em território potiguar está finalmente reunida: a coleção “O Sertão de Oswaldo Lamartine”. A publicação faz parte das comemorações dos 60 anos da Editora da UFRN e consiste na reedição de um conjunto de livros em cinco volumes, nos quais Oswaldo Lamartine de Faria (1919 - 2007) destrincha com erudição, objetividade e sensibilidade, os hábitos, costumes e tradições do velho mundo sertanejo.
 
A coleção traz as belas capas e ilustrações feitas por Newton Navarro, acrescida de textos de outros mestres sobre a importância de Lamartine, como Rachel de Queiroz e Ariano Suassuna. Obra embasada, profunda e ao mesmo tempo sentimental sobre os interiores nordestinos. Os costumes, as tradições, a geografia, vestuário, alimentação, o modo de vida: tudo que identifica o sertanejo foi estudado por Lamartine.
 
No primeiro volume da coleção, Oswaldo Lamartine escreveu sobre a caça nos sertões do Seridó; algumas abelhas do sertão do Seridó: notas de carregação; e conservação de alimentos nos sertões do Seridó. No volume dois da coleção, o escritor discorre sobre o “ABC” da pescaria nos açudes do Seridó, e os açudes dos sertões do Seridó.
 
O terceiro volume traz Lamartine destrinchando informações sobre encouraçamento e arreios do vaqueiro do Seridó; ferro de ribeiras do Rio Grande do Norte; e apontamentos sobre a faca de ponta. No volume quatro, o assunto é o vocabulário do criatório (de gado) norte-rio-grandense. E no quinto volume, além dos discursos da solenidade de Honoris Causa, traz o texto sobre os alpendres do Acauã – sua fazenda favorita, em Acari.



A PONTE de IGAPÓ


 

Engenheiro civil e pesquisador Manoel Fernandes de Negreiros Neto lança livro sobre a história da obra memorável construída por brasileiros, ingleses e um francês. Se hoje a Ponte de Igapó é sucata na paisagem, ela foi no passado fundamental para o desenvolvimento de Natal. Como se escreveu na época, uma ponte feita para durar.
 
O autor começa seu livro mostrando o quanto a Ponte de Igapó foi majestosa e funcional nas décadas de 20, 30, 40 até 1970. Toda a estrutura foi construída entre 1912 e 1914, e a inauguração correu em 1916. O livro apresenta muitas ilustrações, inclusive detalhes do projeto, edição de Marcelo Mariz e prefácio de Vicente Serejo.